Depois de uma longa vida de buscas, um dia, de repente, encontrou a verdade e atingiu a plenitude. A partir daí, passou a viver sempre o presente, pois não precisava mais se inquietar com as buscas de sentido da vida.
Não recordava o passado e não imaginava o futuro. Acordava e não pensava sobre ontem: uma existência livre de culpas. Ao deitar-se, não pensava sobre amanhã: existia também livre de responsabilidades.
Diziam que havia atingido a plenitude porque um dia encontrou a verdade. Se isso era verdade, não saberia dizer, pois não se lembrava: preocupava-se apenas com o imediato, com o aqui e agora. Não construiu casa, família, carreira, reputação, pois não precisava de nenhum destes artifícios para encontrar a felicidade: já a tinha consigo.
Ávidos pelo conhecimento absoluto, sempre lhe perguntavam sobre a verdade, o que era, onde e como poderia ser encontrada. Nunca obtiveram resposta completa e objetiva.
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Encontraram o corpo em estado de putrefação avançada e uma nota ao lado: "era mentira".
Mari, adorei o texto. :)
ResponderExcluirObrigada, Ana! Comecei esse blog agora... Apareça sempre! ;)
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