Muitos revisores são, na verdade, profissionais do texto: além de revisar, também redigem, preparam, copidescam, editam, traduzem, dão consultoria literária, padronizam segundo a ABNT, transcrevem, digitam e passam cafezinho.
São atividades diferentes, que têm níveis menos ou mais profundos de interferência no texto, que exigem menos ou mais prazo, e que, muitas vezes, exigem muito jogo de cintura. Talvez até por essa polivalência é que os empregadores esperam tanto de seus profissionais do texto. Normalmente espera-se e cobra-se do revisor que não deixe passar nenhum erro, não altere demais o texto fornecido pelo autor/cliente, verifique os problemas de diagramação e padronização, e ainda corrija problemas autorais, tudo isso num curto espaço de tempo. E ainda evita-se mencionar os salários baixos, as contratações por "QI" e a falta de qualificação profissional. (Jornalistas, literatos, linguistas, editores e outros, independentemente da formação que têm, podem trabalhar como profissionais do texto... Podem, Arnaldo?)
Mas o que mais me incomoda é ter que passar o cafezinho: aí já é trabalho demais, né?!
rá! texto bem arguto! É isso mesmo...
ResponderExcluir